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Padre Hélio Também em relação ao personagem Hélio José de Simas, S.J. - o padre -, estão destacadas aqui algumas coisas da vida, notadamente posteriores à década de 1960, quando participou da fundação do Sinmetal. Tudo conforme a proposta da obra, parte III, da qual se colhem as seguintes informações:

 

Nasceu e morreu em Florianópolis (1924-2010).

 

Foi o primeiro jesuíta ilheu (= de Florianópolis).

 

Ordenou-se em 1954 e, no final de 2004, comemorou 50 anos de sacerdócio.

 

Desenvolveu trabalhos sociais junto a Dom Hélder Câmara (Favelas do Rio), além de Porto Alegre (Pe. Inácio Valle) e Santa Catarina. Desenvolveu projetos da Fundação Alemã Misereor.

 

A partir da década de 1970, dedicou-se mais a trabalhos pastorais e religiosos.

 

Em 2005, visitou Roma e Portugal (Lisboa/Porto/Leiria/Fátima), viagem que ganhou como presente pelos 50 anos de sacerdócio.

 

UM HOMEM SIMPLES, INTELIGENTE E DE GRANDE PRESENÇA DE ESPÍRITO!

 

Trecho extraído do livro:

 

"Hélio José de Simas nasceu em Florianópolis. Morreu na mesma cidade, que tanto amava, e onde está enterrado. Tinha 86 anos ao morrer.


Viveu uma vida simples como ele próprio. Sem luxos e benesses, cumpriu à risca seu voto de pobreza, inerente ao sacerdócio que exerceu.


Estávamos dentro do museu do Vaticano, em Roma, numa das imensas galerias ornadas a ouro. Ele olhou para os lados, parou e me disse:
- Agora eu sei para onde foi o dinheiro dos meus fieis! - e deu seu risinho característico - Hum! Hum! Hum! – levantando e baixando os ombros a cada “hum!”.


Era assim que mirava a vida. Com inteligência, bom humor e muita presença de espírito. Só assim, mesmo, para suportar a “desgraceira” dos lugares por onde andou, em que viveram e vivem humanos em condições sub-humanas, como disse o ex-presidente Lula, 'na m...'. "

 

A PRÁTICA EFETIVA DA IGUALDADE, SEM PRETENSÕES!

 

Outro trecho extraído da obra. Estávamos em Roma e ele queria celebrar uma missa na capelinha de Santo Inácio de Loyola, o fundador da Ordem dos Jesuítas. Eu fui concitado a ser o único fiel na cerimônia:

:

 

"Seguiu-se a missa. Ele de padre. Eu de fiel. Um fiel que o padre, de vez em quando, tinha de ajudar a lembrar das respostas da oração. Comunguei. E ele viveu mais uma satisfação: a de celebrar uma missa na capeleta de Santo Inácio de Loyola, um sonho de todos os jesuítas.


Esse estilo, de tolerância e respeito pela condição do outro, permitiu sua convivência com muitos líderes associativos e sindicais de Criciúma da década de 1960.  Essa capacidade de adaptar-se às limitações de quem estava ao redor para, em conjunto, realizar algo, concretizar sonhos, fazia parte de sua personalidade.


Em Criciúma, ele não encontrou carrões, comida boa e amigos ricos. Ao contrário, parecia orgulhar-se dos seus amigos, amigos mesmo, que andavam de bicicleta, moravam em casas sem pintura e se alimentavam com simplicidade, nos limites dos próprios salários. Quando falava do Rio de Janeiro, lembrava do amigo Alberico Mendes. Nas fotos, hoje em dia, vejo que o Alberico era como um sindicalista criciumense, um batalhador, que morava numa favela e lutou, ao lado do padre, para instalar uma caixa de água num morro.   O Alberico, ao lhe escrever, dizia: “Ao meu querido amigo Padre Hélio!”.  Era verdade. Ele tinha um amigo, um grande amigo, no padre.
"